🐯 TIGRE (ESTÊVÃO) — A MARCA DO PREDADOR Atravessei o pátio da boca com o sangue do Jonas secando nos meus braços, uma crosta escura que parecia uma segunda pele. Os vapores abriam caminho, ninguém ousava sustentar o olhar. O clima estava pesado, o cheiro de morte tinha impregnado o concreto. Entrei no banheiro dos fundos da boca, liguei a torneira no máximo e enfiei os braços debaixo da água fria. Esfreguei com força, vendo o vermelho descer pelo ralo, mas na minha mente, a risada do Jonas ainda ecoava. "As mulheres que tu descartou... tu acha que elas somem?". Aquilo queimava mais que o ódio. Arranquei a camisa manchada, jogando-a num canto qualquer, e fiquei ali, só de calça cargo e com as tatuagens à mostra, o peito subindo e descendo. Peguei uma camisa preta limpa que ficava guardad

