🐯 TIGRE (ESTÊVÃO) — O REENCONTRO DO DONO COM A DONA Eu estacionei a moto de qualquer jeito na frente da Fortaleza, o motor ainda estalando de quente. Eu tava o puro suco do caos: camisa de seda rasgada, o peito subindo e descendo igual um motor desregulado, e as mãos... as mãos tavam lavadas no sangue daquele traidor. Os meus soldados abriram o portão num vácuo, ninguém ousava nem respirar perto de mim. Eu tava exalando morte. Assim que chutei a porta principal, o barulho do metal ecoou na sala blindada. Eu parei ali, no meio do portal, parecendo um bicho que tinha acabado de sair de uma briga de vida ou morte. — CATARINA! — minha voz saiu rouca, um rosnado que preencheu o lugar. Eu nem tive tempo de dar o segundo passo. Eu só vi um vulto vermelho voando na minha direção. A Catarina nã

