NARRADO TIGRE Eu dei um riso seco, sentindo o latejo nas costas por causa dos arranhões e o calor da marca que ela tinha deixado no meu pescoço. Saí de dentro dela devagar, sentindo o mormaço da nossa entrega ainda vibrando no ar do quarto. A Catarina tentou se mexer, mas soltou um gemido de dor e prazer, me olhando com aquela cara de quem tinha sido atropelada por um caminhão. — p**a que pariu, Estêvão... — ela sussurrou, tentando se apoiar nos cotovelos, mas os braços tremeram. — Como é que eu vou sentar hoje? Tu não teve piedade nenhuma. Minhas pernas tão parecendo gelatina e eu sinto que tu me abriu no meio. Eu olhei pra ela, pro corpo moreno todo marcado por mim, e senti um orgulho possessivo que me subiu à cabeça. — Tu que pediu pra ver o bicho pegando, não foi? — falei, a voz a

