🕊️ CATARINA A porta bateu atrás do Tigre e o silêncio caiu tão rápido que pareceu absurdo. Silêncio grosso. Silêncio de casa grande demais pra coração pequeno. Silêncio de prisão limpa. Eu fiquei sentada no sofá por longos segundos, com o gosto do beijo dele preso na boca e o coração batendo do jeito errado rápido demais, quente demais, confuso demais. Eu toquei a própria boca. Explosão. Calor. Ele. E depois… Nada. A casa inteira respirava como se fosse corpo vivo esperando o próximo comando dele. Mas ele não tava ali. Eu respirava. Eu pensava. Eu existia. E isso doeu mais do que aliviou. A mão tremia quando larguei o crucifixo sobre o sofá. Senti o peso dele bater no tecido pequeno, mas pesado como pecado. Eu podia ficar sentada. Podia chorar. Podia rezar. Mas nenhuma des

