🔥 O FOGO DA CURA — NARRADO PELO TIGRE A adrenalina ainda queimava nas minhas veias quando o Dido voltou trazendo o curandeiro. Parecia que o chão inteiro do barraco queria girar, mas eu me mantive sentado, firme, no meio da minha sala nova tudo brilhava, tudo era caro, tudo era impecável. O único item fora de lugar era eu. Minha camisa tinha virado trapo, rasgada no ombro, expondo um buraco de carne que pulsava como se tivesse vida própria. O sangue escorria quente, lento, constante. Eu sentia o batimento do meu coração dentro da ferida, como se a bala ainda estivesse tentando me matar por dentro. O curandeiro entrou sem cerimônia. Velho magro, barba branca rala, olhos miúdos, mãos firmes. Cheiro de ervas secas e cachaça forte misturados com fumaça de vela. Ele era o tipo de homem

