Dividi as uvas, as maçãs e os queijos caros com os pequenos, e foi a melhor parte do meu dia. Ver o rostinho da Aninha se iluminar por um momento, mastigando o queijo doce que o Estêvão tinha mandado, me fez esquecer por umas horas que eu estava cercada por fuzis. Ela até deu um sorrisinho tímido antes de voltar para o seu cantinho. Mas a paz durou pouco. Quando o relógio marcou o fim do turno, o movimento de saída começou. Eu estava arrumando as coisas na sala, segurando o buquê de rosas vermelhas do Estêvão contra o peito, quando vi a cena pelo vidro da janela. Uma mulher de rosto amargo e movimentos bruscos entrou no pátio. Ela não chamou a Aninha com carinho; ela simplesmente agarrou o braço da menina com força e deu um puxão. — Bora, garota! Deixa de ser lerda que eu não tenho o di

