capitulo 145

1412 Words

NARRADO POR TIGRE 🐯 Pisei no freio da caminhonete com tanta força que os pneus gritaram contra o asfalto quente da ladeira. Desci antes mesmo do motor parar de vibrar. O ar aqui embaixo era diferente do ar da Fortaleza; cheirava a esgoto, abandono e o odor doce e maldito do crack que saía pelas frestas daquele barraco imundo. O Dido já estava na porta, o rosto transfigurado, segurando o fuzil como se estivesse pronto para fuzilar as paredes. — Ela está lá dentro, Tigre... — Dido murmurou, a voz falhando de ódio. — Entra com cuidado. O que tu vai ver... não tem volta. Chutei a porta de madeira podre. Ela cedeu fácil, batendo contra a parede de tijolo aparente. A primeira coisa que senti foi o soco do cheiro de urina misturado com mofo. Meus olhos varreram o lugar, ignorando a zona de gar

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