🎒 CATARINA — O PESO DA COROA Depois que o Estêvão saiu, o silêncio do quarto parecia gritar. Eu me levantei devagar, sentindo cada músculo do meu corpo ainda vibrando pela presença dele. Fui até o banheiro, lavei o rosto e me olhei no espelho. A mulher que me devolvia o olhar não era mais a noviça assustada; era alguém que tinha acabado de declarar guerra à solidão daquela Fortaleza. Vesti um vestido leve, mas minhas mãos ainda tremiam. Eu precisava de paz antes da tempestade. Como fazia todos os dias no convento, me ajoelhei aos pés da cama. Juntei as mãos e fechei os olhos. — Senhor, proteja o Estêvão. Limpe o ódio do coração dele e me dê forças para ser a luz que aquela criança precisa. Que esta casa deixe de ser um quartel e passe a ser um lar. Rezei fervorosamente, sentindo as lág

