capitulo 66

1245 Words

🕊️ CATARINA — A ORAÇÃO QUE m*l NASCE E MORRE O chuveiro caiu no meu corpo como um perdão curto demais pra lavar qualquer coisa. A água batia quente, mas eu tremia. De frio não era. Era daquela sensação horrível de estar… viva no lugar errado. Eu lavei o rosto devagar, esfregando as lágrimas até elas virarem parte da água. Repeti os movimentos que fazia no convento: primeiro o rosto, depois o peito, depois o ombro ferido. Cada toque lembrava algo que eu queria esquecer. Quando terminei, fiquei parada, abraçando o próprio corpo por um instante. Respirar era difícil, mas ainda era possível. E isso, hoje, já era muita coisa. Vesti a toalha e fui até a sacola que Bruna tinha deixado. Roupas limpas, dobradas com um cuidado que não combinava em nada com o ambiente. Eu puxei um vesti

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