🕊️ CATARINA — QUANDO A CASA FICA PEQUENA DEMAIS (CONTINUAÇÃO) Minha mãe respirou fundo, como quem sabe que o tempo ali tinha acabado. Olhou em volta da casa — simples, alta demais, silenciosa demais — e depois voltou o olhar pra mim. — Agora eu já vou. — disse, baixinho. — Antes que ele ache que eu tô passando do limite. Meu peito apertou. — Mãe… Ela levantou a mão, me interrompendo com delicadeza. — Escuta. — falou firme. — Quando ele deixar, eu venho de novo. Quantas vezes for preciso. Tu não tá sozinha, Catarina. Nunca esteve. Levantei junto com ela. Abracei forte. Forte como quem tenta guardar cheiro, textura, tudo, pra quando faltar. — Se cuida, minha menina… — murmurou no meu ouvido. — Se cuida de verdade. Do teu corpo, da tua cabeça… e do teu coração. — Eu vou tentar. — res

