🕊️ CATARINA — O DESPERTAR NO COVIL DO TIGRE O peso dele não era apenas físico; era uma sentença. Antes mesmo de os meus sentidos processarem a claridade que filtrava pelas frestas da persiana, eu sentia o calor. Era um calor denso, animal, que parecia ter me selado contra o colchão durante a noite inteira. A regra do "não tocar" não tinha sido apenas ignorada; ela tinha sido incinerada pelo calor dos nossos corpos no escuro. Minhas costas estavam coladas no peito nu do Estêvão. Eu conseguia sentir cada detalhe da anatomia dele: a textura das tatuagens que decoravam sua pele, as cicatrizes que contavam histórias de violência, e a cadência poderosa do seu coração, um ritmo forte e constante que vibrava contra a minha espinha como um tambor de guerra. O braço dele, pesado como uma barra de

