🎒 CATARINA O quarto que antes era um vazio gelado de mármore e poeira começou a ganhar cor apenas com as palavras do Ronaldo. A Aninha estava sentada no meio da nossa cama gigante, com os olhinhos castanhos muito abertos, observando aquele homem gesticular como se estivesse regendo uma orquestra. — Mon Dieu! — Ronaldo exclamou, abrindo uma maleta de couro legítimo de onde saltaram centenas de amostras de tecidos. — Catarina, querida, olhe para esta luz! Este quarto tem potencial para ser o Palácio de Versalhes da Penha! Eu me aproximei, sentindo a empolgação dele contagiar o ambiente. A Aninha, ainda meio tímida, esticou a mãozinha e tocou num pedaço de veludo rosa seco. — É macio, tia... — ela sussurrou, e foi a primeira vez que vi um brilho de curiosidade vencer o medo no olhar dela

