capitulo 136 Tigre

1430 Words

TIGRE (ESTÊVÃO) — O DESPERTAR DO DEMÔNIO Cruzei o portão da Fortaleza com o sangue fervendo. O ar da madrugada tava gelado, mas por dentro eu era puro fogo. Cada passo que eu dava no asfalto irregular do morro era uma batida de tambor anunciando a desgraça. Eu não tava só puto; eu tava com aquele ódio frio, aquele que faz a mão parar de tremer e o olho focar como mira de fuzil. Cheguei na boca principal e o clima tava de velório. O Dido tava encostado num Corolla preto, com o rádio na mão e o rosto fechado, parecia que tinha envelhecido dez anos em uma hora. O Tatu tava sentado num caixote, limpando o ferro com uma obsessão de quem tá doido pra usar. — FALA, c*****o! — gritei, chegando no meio do pátio e jogando o fuzil em cima da mesa de madeira. O barulho do metal batendo na madeira f

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