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Finn.  Desembarco no aeroporto de Vancouver exatamente as seis da manhã depois de uma viagem de dez horas que pareceram infinitas. Há pouco movimento enquanto me apresso em pegar as malas para dar o fora, tanto por que é cedo, quanto por causa da chuva forte que começou a cair de repente. As pessoas olham para mim, sei disso pois sinto o ar gelado ficar quente enquanto atravesso o saguão do aeroporto escondido embaixo de um boné e dos óculos escuros. Acho que nunca em toda minha vida me senti tão observado e isso não é nada perto do que realmente vou enfrentar daqui para frente. Vou até a calçada e vejo um único táxi parado embaixo de uma marquise do outro lado da rua. Me aventuro contra a chuva e chego lá batendo com os dedos trêmulos no vidro, sem querer perder mais tempo. O taxista

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