A música suave dos violinos preenchia o salão, enquanto os pais conversavam animadamente sobre a noite histórica. O vinho caro fluía, as risadas ecoavam… e, no meio desse cenário luxuoso, Adrian e Eleonora tentavam sobreviver. Sentados lado a lado, tão próximos que conseguiam sentir o calor um do outro, mas emocionalmente a quilômetros de distância. A conversa seguia tranquila até que a mãe de Eleonora, sorrindo radiante, perguntou: — Então, queridos… como está sendo a convivência de vocês no internato? Estão se dando bem? Eleonora quase engasgou com o ar. Adrian fechou os olhos por meio segundo, respirando fundo. Mas ambos sorriam. Sorrisos falsos, educados. Perfeitos. E a guerra começou. — Muito bem, mãe. — Eleonora respondeu com suavidade exagerada. — O Adrian é… extremamente r

