Quando o relógio marcou quase quatro da manhã, o salão já estava quase vazio. As luzes haviam sido suavizadas, a equipe recolhia copos esquecidos, e a música agora era apenas um fundo suave. Os últimos convidados se despediam dos pais de Eleonora, enquanto ela permanecia perto da grande porta de vidro que dava para o jardim, segurando o salto que resolveu tirar depois de horas dançando. Adrian se aproximou devagar, ainda com a máscara pendurada entre os dedos. Estava cansado, mas ao mesmo tempo desperto demais efeito direto de tê-la por perto. Ele parou diante dela, e Eleonora levantou os olhos, iluminada pela luz quente do corredor. — Então… parabéns de novo — Adrian disse, tentando soar casual, mas com aquele sorriso que ela sempre reconhecia. — O baile foi perfeito. Você… foi perfeita

