A porta do escritório se abriu com um tranco suave, mas suficiente para quebrar a bolha silenciosa e intensa que envolvia os dois. — Senhorita Eleonora? — a voz da assistente surgiu hesitante, como se ela imediatamente percebesse que estava interrompendo algo importante. Eleonora e Adrian deram um pequeno salto para trás sem que tivessem realmente chegado tão perto assim, mas a tensão fazia parecer. A assistente olhou dos dois para uma pasta nas mãos, claramente constrangida. — D-desculpem. Eu… não sabia que vocês estavam… ocupados. Adrian limpou a garganta, rápido demais. Eleonora passou a mão no próprio cabelo, tentando parecer composta, mas o rosto ainda tinha um leve rubor. — Está tudo bem — Eleonora disse primeiro, respirando fundo. — O que houve? A assistente entrou apenas o

