Naquela noite, o internato estava mergulhado num silêncio acolhedor. Os corredores já haviam sido fechados pelos inspetores, as luzes baixas espalhavam sombras longas pelas paredes antigas, e a brisa fria atravessava o pátio interno como um sussurro discreto. Adrian encostou-se atrás de uma das colunas de pedra do jardim interno o mesmo onde tinham conversado mais cedo. Ele checou o relógio, mas no fundo já sabia que ela viria. Eleonora sempre vinha. Um som leve de passos passos cuidadosos, tentando não ecoar aproximou-se. Ele levantou os olhos na mesma hora em que ela apareceu, cruzando a sombra da árvore. Eleonora estava com um moletom creme por cima do pijama e o cabelo solto, caindo em ondas naturais. — Oi — ela disse baixinho, quase sussurrando, mas com aquele sorriso que parecia

