Eleonora saiu da última aula com a cabeça um caos completo. As palavras de Adrian ecoavam nela como se cada frase tivesse sido gravada em sua pele. Ela caminhava pelo jardim tentando controlar a respiração, imaginando quinze respostas diferentes, quinze futuros diferentes e todos envolviam Adrian. Ela estava tão perdida nos próprios pensamentos que não percebeu quando ele surgiu atrás dela. — Você sempre anda assim, falando sozinha? — a voz dele surgiu calma, mas carregada daquele tom que ele só usava com ela. Eleonora levou um susto e se virou. Adrian estava com as mãos nos bolsos, expressão séria, mas os olhos denunciando que ele não tinha esquecido nem por um segundo o que tinham conversado. — Não estava falando sozinha — ela respondeu, cruzando os braços para parecer mais no contr

