Eleonora saiu do banheiro ainda com o rosto inchado, as lágrimas marcadas na pele clara. As mãos tremiam quando ela pegou o celular na mesa de cabeceira. Ela hesitou por alguns segundos talvez por orgulho, talvez por medo mas, no fim, o desespero falou mais alto. Ela clicou no nome “Mamãe”. O telefone chamou… Uma vez. Duas. Três. Até que a voz suave e familiar atendeu: — Minha princesa? Aconteceu alguma coisa? O simples som da mãe fez o nó na garganta de Eleonora apertar ainda mais. E então ela desabou. — Mamãe… — a voz saiu embargada, quase um sussurro. — Me tira daqui… por favor… eu não aguento mais esse lugar… Amélia ficou em silêncio por alguns segundos, surpresa com a súplica. A filha dela nunca pedia nada assim. — Eleonora, calma, meu amor. O que aconteceu? Você brigou de

