No início da semana seguinte, Adrian tentou recuperar o ritmo acordar cedo, revisar, estudar no intervalo, focar. Mas era como se alguma coisa tivesse desregulado dentro dele. E as notas começaram a cair. De verdade. 7,8 em História. 7,1 em Biologia. 6,4 em Literatura. Quando recebeu a última, sentiu o estômago despencar. Aquilo não era “um deslize”. Não era “semana de provas complicada”. Era… fracasso. E Adrian não lidava bem com fracasso. Ele saiu da sala antes de todos, o rosto rígido, o papel amassado dentro da mão. Subiu as escadas do prédio acadêmico como se fugisse dele mesmo. Eleonora viu de longe e reconheceu o jeito de andar rápido, tenso, irritado. Foi atrás dele. — Adrian, espera — ela chamou, alcançando seu braço. Ele parou, mas não olhou pra ela. Apenas ficou a

