Eles entraram no carro e Ethan deu um forte murro no volante, estava vermelho de raiva, como se fosse explodir a qualquer momento.
Pen esperou pacientemente que ele se acalmasse, não queria atrapalhar o momento dele, o deixaria extravasar.
Ficaram em silêncio por um longo tempo, mas não foi um silêncio r**m, Ethan agradeceu por Pen não ter falado nada desde que entraram no carro.
--- Não vai perguntar nada?
--- O que eu poderia perguntar?
--- Não sei, qualquer coisa.
--- Que você não está bem isso eu já sei, não há o que perguntar.
--- Desculpe por fazer você presenciar aquela cena.
--- Pare de se culpar por erros que são dos outros Ethan, você está sempre errado por que está levando erros que não deve carregar, pare com isso, deixe que os outros sofram por seus próprios erros e se importe mais em consertar os seus.
Ethan a olhou como se Pen fosse de outro mundo, isso porque ela soltou todas aquela palavras com toda a sua raiva e rancor acumulado.
Estava estressada, estava com raiva da madrasta de Ethan, a odiava por falar coisas tão duras a ele só por ele não ser filho dela.
A odiava por ter feito m*l a uma criança como ele, Ethan era adorável, gostava da companhia dele e a madrasta havia feito tantas coisas ruins para ele.
Ver Ethan tomando a culpa por algo que não era culpa dele, a deixava ainda mais frustrada e com raiva.
Sabia que não devia ter ido até aquele jantar, estava sentindo todo tipo de sentimento r**m em seu coração, estava sufocada.
--- Vamos para um bar.
--- Oi?
--- Um bar Ethan, preciso beber, hoje eu só preciso beber.
Ele franziu as sobrancelhas, mas logo se recompôs e dirigiu até o bar mais próximo que conseguiu encontrar, parando logo no estacionamento.
Desceram juntos do carro e entraram no lugar que estava levemente lotado, mas era exatamente daquele ambiente que Pen precisava.
Bebeu todos os drinks e bebidas que viu pela frente, Ethan decidiu que ficaria somente na água já que Pen bebia como se não houvesse amanhã.
Não iria incomodá-la, sabia que ela estava com raiva, mas não entendi de onde veio toda essa raiva tão rapidamente.
Enquanto bebia, ela pensava em toda sua vida, no quanto tudo estava uma verdadeira merda, e nunca havia parado para um momento de sentir pena de si mesma.
Naquele momento estava sentindo pena da sua situação, qualquer um que soubesse pelo que ela estava passando com certeza iria chorar.
Bebeu mais um gole da sua bebida, era uma das mais fortes porém o gosto já não era tão r**m depois de beber tantas bebidas.
Sentia o seu corpo leve como uma pena e sua mente já não vagava mais pelos problemas que reinavam em sua vida desde que se entendia por gente.
O seu coração já não continha mais toda raiva que sentia antes, contudo continuava frustrada, não esquecia de modo algum do que aconteceu no jantar.
Fechou sua cara formando um enorme bico em seus lábios, Ethan observou a careta dela e sorriu, Pen era ainda mais fofa quando bebia.
--- Vamos lá.
Ela se levantou bruscamente e saiu pela porta aos tropeços, Ethan pagou a conta e saiu correndo atrás dela, estava perdido.
--- Onde vamos Pen?
--- Na casa do seu pai, sua madrasta má tem que retirar tudo o que disse sobre você.
--- E como sugere que façamos isso?
--- Hummmm... Eu não faço ideia.
Pen sorriu enquanto constava que tinha um plano mas não sabia como arquitetar esse plano.
--- Já sei, já sei.
Ela correu para uma ponte que havia próxima aquela bar, pegou sua chave da bolsa e jogou bem no mar com toda a sua força.
--- Podemos jogar ela dentro da piscina assim como joguei minha chave no mar.
--- E como pretende entrar em casa agora sem a sua chave senhorita Pen?
Pen fez cara de choro, desistia do seu plano i****a, não tinha como dar certo.
Ethan foi até ela, a pegou no colo e a levou para o carro, colocou ela no banco do passageiro e foram para sua casa, ela tinha que dormir lá.
Como ela tinha feito a proeza de jogar a chave da casa dela no mar e naquela hora com certeza não haveria um chaveiro para resolver o problema, não tinha outra saída.
Pegou ela do carro, a levou para dentro e colocou ela em sua cama, retirou os sapatos dos pés dela e bem devagar retirou o cachecol que estava em seu pescoço.
--- Deite um pouco comigo.
--- Não vai se arrepender disso amanhã?
--- Com certeza sim, mas não quero pensar nisso agora.
Se deitou ao lado dela na cama, dobrou o seu braço e se deitou ali em cima, como se servisse de travesseiro.
Observou ela que estava de olhos fechados e sorriu, ter Pen ali tão próxima do seu corpo era um sonho realizado.
--- Eu sinto falta dele.
--- De quem sente falta?
--- De um garoto que encontrei quando era criança, ele parecia triste assim como você, e tinha nos olhos uma escuridão que eu jamais havia visto.
Ethan se alegrou com aquela revelação, então Pen se lembrava dele, ela só não sabia que era ele o garoto do qual ela lembrava.
--- Porque sente tanta falta dele?
--- Eu também não sei, eu gostei de ter ficado com ele, de conversar com ele, a companhia dele me trazia paz, e não sinto isso a muito tempo, incrivelmente estou sentindo isso agora.
--- Eu transmito paz a você?
--- Sim, você é um homem incrível Ethan, eu admiro você e sou agraciada por ter sua companhia todos os dias, você é educado, inteligente, cavaleiro e é muito lindo.
O sorriso que ela deu ao soltar o último elogio foi genuíno, Ethan sentiu seu coração quentinho com mais outra revelação como aquela.
--- Eu acho que vai se arrepender de ter dito isso.
--- Não há problemas, se eu me arrepender você vai saber que tudo que eu falei foi a mais pura verdade, sei que não estive com você por toda a sua vida, mas tenho orgulho de você.
Ela apagou, como se não tivesse dito palavras tão reconstrutivas a Ethan, como se não tivesse feito o coração dele acelerar com cada palavra.
Seu coração jamais poderia ser capaz de deixar de amar aquela mulher que estava ali deitada ao seu lado, não tinha saída para ele.
A cada dia que passava ao lado de Pen, Ethan descobria que seu amor por ela era ainda maior do que poderia imaginar.
--- O que está fazendo Penélope? Você está me empurrando fundo demais, como vou poder resistir a esse amor que só cresce a cada vez que você respira.
Pen apenas se aconchegou ainda mais aos lençóis e dormiu, seu corpo estava cansado, no dia seguinte ela sentiria ainda mais o horror da ressaca.