A inauguração da Biblioteca Caminhos da Esperança transformou a rotina do bairro. Logo nas primeiras semanas, o espaço passou a receber crianças depois da escola, adolescentes em busca de um lugar tranquilo para estudar e idosos que encontravam ali não apenas livros, mas também companhia. Todas as manhãs, Laura abria as portas da biblioteca antes mesmo do horário previsto. Gostava de caminhar entre as estantes enquanto o silêncio ainda ocupava o ambiente. Passava a mão pelas capas dos livros, conferia se tudo estava organizado e preparava a mesa da recepção com um vaso de flores do jardim. Era um ritual simples, mas que a fazia lembrar de cada etapa daquela caminhada. Em uma dessas manhãs, uma menina de aproximadamente oito anos entrou timidamente. — Bom dia... — Bom dia! Seja bem-vin

