Quando Rowena está prestes a desligar o computador, a voz de Damian corta o corredor. — Rowena. Ela vira. — Sim? Ele está na porta da sala, com o paletó pendurado no antebraço, a camisa arregaçada nos punhos. — A chuva está um caos. Não vou deixar você sair sozinha assim. Vou te levar. — Não precisa, eu pego um táxi. — Táxi nenhum está subindo essa avenida agora — ele responde. — Vou te levar. Ele diz como se já estivesse decidido. E, no fundo, está. Ela hesita por um segundo, depois cede. — Tudo bem. No elevador, o silêncio é cortado apenas pelo som da chuva batendo nos vidros do prédio lá fora. Dentro do carro, Damian segue pela cidade lenta. A água escorre pelos vidros, os faróis dos outros carros viram riscos de luz. Rowena olha pela janela, tentando ignorar o fato de estar

