26 de novembro de 1943:
Eu olhava para fora, pensando em coisas que nem mesmo eu sabia, o sentimento de alívio e aflição enchia o meu peito e me deixava doente. Eu contei e mostrei o meu verdadeiro caráter e para quê? Para se mostrar na frente do Lorde das Trevas?
Eu deveria estar louca na hora, sim, eu culparia a loucura que sempre me acompanhou na minha vida.
O céu lá fora estava nublado e o vento que acompanhava aquele tempo era forte, se eu prestasse atenção eu poderia escutar o vento passando por alguma fresta.
_ Bom dia. - Chegou à enfermeira que me olhava em quatro a quatro horas. _ Como você está? - Perguntou me apontando a varinha para fazer mais um check-up.
_ Bem, estou doida para sair daqui e começar a dar aula novamente. - Digo olhando para as minhas mãos.
_ Você vai ficar mais um tempo por aqui, até que toda poção do pesadelo saia do seu organismo. - Eu ainda queria entender em que momento eu bebi essa bebida.
Eu não me lembrava de ter aceitado qualquer coisa de aluno ou dos professores. Alguém deve ter colocado no meu copo e eu vou descobrir quem foi o asno que fez isso comigo.
_ Está tudo bem? - Perguntou olhando-me cerrar os punhos.
_ Eu só fiquei com raiva da pessoa que me fez beber essa poção, me perdoe se eu te assustei.
_ Não fique com raiva, isso pode alterar seus exames e será ainda mais difícil de você sair desse quarto.
_ Não tem como não ficar com raiva. Eu lembrei de coisas que eu não queria lembrar.
_ Entendo, você é uma boa pessoa, senhorita Granger e eu também não entendo quem teve a coragem de lhe drogar. - Terminou de fazer os exames.
_ Nem mesmo eu entendo. - Digo a olhando.
_ Bom, eu já fiz tudo. Espero que você melhore.
_ Obrigada. - Digo vendo-a sair do quarto, mas logo em seguida uma mulher com cabelos alaranjados entrou no meu quarto.
_ Oh, eles me falaram que o quarto 1231 estava com Meziba. - Disse a senhora rechonchuda, ela se aproximou de mim e se sentou na cadeira. _ Já que eu estou aqui, vamos conversar.
_ Eu me chamo Leesa Granger, prazer em conhecê-la.
_ Educada. - Sorriu a mulher. _ Eu me chamo Hepzibah Smith. - Aquele nome era familiar. _ Não conte para ninguém, mas eu sou descendente de Helga Hufflepuff. - Cochichou e eu já tinha me lembrado quem era essa senhora.
Como eu não lembraria? Ela é a pessoa que tem a taça e o medalhão.
_ Então a senhora é bem importante para Hogwarts, nunca vi um descendente dos fundadores de perto. - Que mentira deslavada.
_ Ah! - Ela ficou ainda mais feliz e começou a contar coisas que eu já sabia. _ Eu tenho até mesmo a taça de Helga, ela é o meu xodó.
_ Deve valer uma fortuna. - Digo me fazendo de interessada.
_ E vale, se eu ficar pobre posso vendê-la, mas eu não teria coragem para isso.- Sorriu pomposa. _ Mas eu não tenho apenas a taça, eu também tenho o medalhão de Salazar Slytherin.
_ Eu não sabia que Salazar tinha um medalhão. - Digo burra, claro que eu sabia.
_ Ah, menina, nem te conto, o medalhão é magnífico, mas o dono dele. - Fez uma careta. _ Salazar fez o medalhão para dar para uma pessoa, mas eu acho que ela morreu.
_ Também não sabia dessa informação. - Essa era verdade.
_ Eu posso acabar sendo uma historiadora, sei de tanta coisa que posso ficar aqui falando e falando, que nunca irá acabar.
_ Eu apreciaria se a senhora continua-se contando, ficar no hospital sem fazer nada é entediante.
_ Eu esqueci de te perguntar, mas por que a senhorita está no hospital?
_ Algum engraçadinho me drogou com a poção pesadelo. - Ela ficou horrorizada.
_ O mundo está acabando, como essa pessoa teve a coragem de drogá-la? A senhorita é uma pessoa de respeito e educada. - Começou a falar de mim como se fôssemos amigas íntimas. _ Quer que eu fale com um amigo auror para você?
_ Não vejo necessidade nesse caso, mas agradeço a preocupação.
_ Oh, querida, não se acanhe. - Falou abandonando a mão no ar. _ Eu gostei da senhorita e eu quero ver esse ser preso.
_ Talvez eu tenha bebido sem querer, achando que... - Ela me interrompeu.
_ Ninguém bebe aquela poção sem sentir ânsia de vômito, e me parece que a senhorita não percebeu que bebia a poção. - Ela estava certa. _ Eu acho que alguém que está próximo da senhorita lhe odeia.
_ Mas eu nunca fiz m*l a ninguém.
_ Mas você tem um brilho maravilhoso e pessoas invejosas odeiam quando as pessoas brilham. - Brilho no sentindo de se destacar.
_ Isso pode ser verdade, já que os meus alunos me adoram.
_ Você é professora? - Concordo. _ Deve ser uma professora maravilhosa, apenas passando alguns minutos com a senhorita, eu já sinto isso.
_ Não fale assim, eu me sentirei envergonhada. - Ela sorriu abertamente.
_ Você tem que melhorar para vir na minha casa. - Bateu as mãos. _ Sim, eu gostaria que você fosse na minha casa, aí eu poderia lhe mostrar a minha coleção.
_ Eu adoraria ir à sua casa, a senhora é muito educada e eu sinto que daremos bem.
_ Já nos damos bem. - Sorriu pegando algo de sua bolsa. _ Irei anotar meu endereço nesse papel e eu espero que a senhorita realmente venha me visitar.
_ Posso levar o meu noivo? - Seu sorriso só faltou se alargar ainda mais. _ Claro, se isso não for lhe incomodar ou atrapalhar.
_ Se seu noivo for educado como a senhorita, eu não vejo problema. - Eu sorrio envergonhada.
_ Não se envergonhe, eu só disse a verdade. - Se levantou da cadeira e me entregou o seu endereço. _ Eu adorei conversar com a senhorita, mas eu tenho que ver como está a minha parente.
_ Claro, eu espero que ela melhore. - Ela sorriu e se foi.
Olho para o endereço que estava no papel e eu sorri, até que ficar internada no hospital não foi tão r**m. Eu até mesmo ganhei na loteria sem jogar.
Olho para a janela e ela me mostrava um céu nublado, mas alguns raios de sol saíam do meio das nuvens.
Arrumei o meu travesseiro e voltei a olhar para fora.
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30 de novembro de 1943:
O sol batia no meu rosto e me fazia ficar irritada, eu lembro de te pedido a Anelise para fechar a cortina. Esfreguei os meus dedos nos meus olhos e vejo que uma enfermeira vinha até mim.
_ Que bom que acordou. - Sorriu carregando sua prancheta. _ Essa aqui é sua alta. - Me entregou um papel e eu sorrio para ela.
_ Obrigada.
_ De nada. - Saiu do quarto me deixando a sós comigo mesma.
Sentei-me na cama e comecei a ver onde estava as minhas coisas. Me levanto da cama e vou até a pequena mala que estava no sofá.
Abro ela, retiro um vestido azul que tinha a gola e as mangas brancas.
Não demorou muito para que eu ficasse pronta.
Peguei a minha mala, o papel de alta, saio do quarto e vou até a recepcionista a entregando o papel.
Ela carimbou o papel e me entregou dizendo que a rede flu ficava na esquerda. Agradeci e vou até à rede flu. Peguei um punhado de pó de flu e entrei na lareira.
_ Hogwarts, escritório do diretor. - Jogo o pó no chão e as chama verdes me fizeram desaparecer.
_ Senhorita Leesa! - Saio da lareira e o diretor começou a retirar o pó de minhas roupas, não era muito já que a lareira sempre ficava limpa.
_ Olá, diretor. - Digo o olhando e ele sorri.
_ Ainda bem que a senhorita voltou, já estava ficando de cabelos em pé. - Me fez sentar na cadeira e ele se sentou no seu lugar.
_ Por quê? - Pergunto estranhando o comportamento do diretor.
_ Os alunos fizeram greve e não foram em nenhuma aula desde que você saiu daqui sendo carregada pelos medibruxos. - Falou suspirando. _ Eu sei que eles a amam, mas até mesmo o senhor Riddle aprovou esse ato.
_ Eu não sei o que falar para o senhor, me sinto tão envergonhada. - Abaixei a minha cabeça pela vergonha.
_ Não seja assim, eles a amam e queriam demonstrar esse carinho para a senhorita.
_ Mas isso prejudicou todos. - Ele concordou com essa fala. _ Quando eu começar a dar aula novamente, eu irei conversar com todos, eles não poderiam fazer isso.
_ Não seja muito rigorosa, elas vão entender alguma hora. - Pego uma bala de caramelo e a como. _ Está ansiosa por alguma coisa?
_ Você me conhece tão bem. - Sorrio sentindo as minhas bochechas corarem.
_ Eu percebi que a senhorita só come as minhas balinhas quando está nervosa.
_ Acho que estou ansiosa para revê-los.
_ Bom, é melhor você ir e descansar mais dois dias, segunda você começa a dar aulas novamente.
_ Então eu me despeço aqui. - Me levanto e saio sendo observada por todos, até mesmo pelo Chapéu Seletor.
Desço a escada e vejo uma pessoa passando por ali, sorrio pelo pensamento que veio na minha cabeça e eu coloco o pensamento em prática.
Deixo a minha mala perto da estátua e vou devagar até o garoto que andava lindamente pelo corredor. Abraço sua cintura e ele para.
_ Eu sugiro que a senhorita se desgrude de mim. - Falou sério e com raiva.
_ Se você não me quer, eu tenho que sair. - Digo retirando as minhas mãos de sua cintura. _ Até mais, senhor Riddle.
Ele se virou e me viu rindo dele, ele fez que seus materiais levitassem e agarrou a minha cintura me beijando urgentemente.
_ Eu pensei que me odiasse. - Digo na ponta do pé, rindo perto de sua boca.
_ Eu pensei que fosse uma das minhas admiradoras. - Mordiscou meus lábios e os sugando com suavidade.
_ E eu sou o quê? - Pergunto sentindo seus lábios no meu pescoço.
Alguma pessoa poderia ver as nossas ações, mas eu estava pouco me importando. Quando Tom me segurava, eu me sentia amada e sentia que a minha loucura era admirada por ele.
_ Minha futura noiva. - Olhei para ele séria. _ O que foi? Não quer ser a minha futura esposa?
_ Você está ocupado? - Ele negou e eu vou até a minha mala. _ Temos que conversar, vamos?
_ A rainha de gelo incorporou em você e eu não estou sabendo? - Disse pegando a minha mala da minha mão.
_ Ela nunca foi embora, é um dos meus disfarces para ser aceita na comunidade bruxa. - Ele me olhou de esguelha e perguntou.
_ Quantos disfarces você tem?
_ Tenho pelo menos uns dez, você os amará igualmente? - Perguntei o olhando, ele pegou a minha mão e a beijou. _ Devo dizer que o senhor é muito romântico quando quer.
_ Estamos em um século romântico, senhorita Leesa.
_ E de guerra também, às vezes eu escuto algumas bombas caindo no céu.
_ Sente medo? - Perguntou entrando no banheiro.
_ Às vezes eu sinto pela minha mãe, já disse a ela para morar no mundo bruxo, mas a mulher é teimosa. - Entramos na sala e começamos a subir a escada lateral.
_ Como você. - O olhei brava e abri o meu quarto. _ Bem-vindo ao meu humilde quarto.
_ Humilde? - Ele riu colocando a mala ao lado da cama e se sentando na cama.
Vou até ele e me sentei no seu colo e abro as minhas pernas para que ficassem ao seu lado. Ele colocou a mão na minha cintura e começou a desabotoar o meu vestido.
_ Achei que o senhor era um cavalheiro. - Digo vendo-o beijar o vão dos meus s***s.
_ Eu sou, mas quando tem uma pessoa sentada no meu colo, eu não posso negar que eu me aproveitaria da ocasião. - Sorriu beijando os meus lábios. _ Continuam deliciosos.
_ Um dia você me deixará de pernas bambas. - Digo mordendo o seu pescoço. _ Mas não será hoje, tenho que lhe contar algumas coisas.
_ Que coisas? - Desceu suas mãos até minha coxa e a apertou.
_ Ah! - Gemi quando ele apertou a minha b***a. _ Sobre o medalhão de Salazar e a taça de Helga.
_ E o que tem isso? - Desabotoou ainda mais o meu vestido e mordeu o meu mamilo por cima do sutiã.
Segurei seus ombros e esqueço o que eu tinha que falar. Ele desabotoou meu sutiã e começou a chupar e morder o meu seio. Me deixando ansiar pela ação seguinte.
Uma mão estava apalpando o meu outro seio e a outra mão apertava a minha b***a sem pudor. E ele continua judiando do meu seio.
_ T-tom. - O chamei. _ Eu... - Ele bateu na minha b***a fazendo que eu gritasse. _ Ela... - Mordeu meu seio. _ Ela tem a taça, pode ser... - Ele parou e me olhou com seus olhos dilatados.
_ Você está pensando em pegar a taça e o medalhão?
_ Para fazer a sua Horcrux. - Digo colocando minha cabeça no seu ombro, precisava me recompor.
_ Eu mudei a minha ideologia, depois que você deu aquela aula, eu mudei. Não irei matar nenhum trouxa ou nascido trouxa. - Mudou de assunto.
_ Eu acho isso interessante. - Digo vendo-o abotoar o meu vestido. _ irei pegar a taça e o medalhão, eu não sei o dia, mas eu vou.
_ Irei junto. - Balancei a minha cabeça.
_ Eu posso ser a má dessa história e você será o bonzinho. - Digo o olhando. _ Não quero que o futuro que eu vi se repita.
_ Eu não quero perder você. - Retirou algo do bolso. _ Case comigo?
_ Pensei que fosse me pedir em namoro.
_ Não temos tempo para isso. - Ele tinha razão. _ Case comigo antes de fazer qualquer...
_ Eu caso. - Ele tirou o bonito anel da caixinha e o deslizou pelo meu dedo anelar da mão direita.