O mês passou voando e lá estava eu, com um terno branco e gravata prata, de frente ao espelho, no quarto de hóspedes da casa de campo do senhor Lorenzo Camato, meu sogro. Observo o terno, presente de casamento de meus pais, feito sob medida por Valentino e vindo diretamente da Itália. A gravata, especialmente escolhida por Susana. Fico imaginando como ela está vestida de noiva, fez tanto suspense que me deixa muito curioso e louco para vê-la entrar caminhando pelo tapete vermelho. Olho pela janela e vejo todos os convidados sentados em cadeiras brancas, tudo muito bem decorado com flores brancas apenas. Sou tirado de meus pensamentos quando ouço a porta do quarto abrir. — E aí noivo, está pronto? — Eduardo pergunta, acompanhado por Ricardo, Vagner e Fernando. — Nunca estive tão nervo

