Kan Ruslan Dois dias. Dois dias desde que deixei o Norte para trás e voltei para a minha região central, e ainda assim a sensação é de que eu nunca saí daquele salão iluminado demais, nem daquela sala fechada demais, nem do corpo de Lunara preso ao meu. O tempo anda estranho desde então. Mais curto. Mais urgente. Como se algo estivesse prestes a desabar e eu precisasse estar um passo à frente para não ser soterrado. O clima aqui não ajuda. Desde que retornei, tudo está tenso. Os homens andam atentos demais, as conversas cessam quando eu me aproximo, e até o vento parece carregar um aviso silencioso. Nada disso é novidade para mim. A liderança sempre vem acompanhada de pressão, mas desta vez é diferente. Desta vez, o perigo não vem só de fora. Ele cresce por dentro. Hoje é um desses di

