Lunara Tokatli Eu mantenho as mãos apoiadas na borda da mesa, tentando sentir o peso do meu próprio corpo, como se isso fosse suficiente para me manter ancorada. Mas ainda estou tremendo. Não por arrependimento. Não pelo que fiz com Iskander. Mas porque foi a primeira vez que eu mesma finalizei alguém. Eu fecho os olhos e a imagem invade minha mente como um filme repetitivo. O sangue dele. A forma como escorreu rápido demais pelo chão. O som rouco que saiu da garganta dele quando percebeu que não teria mais escapatória. A queda pesada. A respiração que falhou. A agonia que terminou num silêncio que eu nunca vou esquecer. Eu não me arrependo. Mas o meu corpo ainda é humano, e o impacto disso existe. O peso não é por ele, mas por mim. Por ter atravessado essa linha. Uma linha qu

