Victor A cela era sufocante. Pequena, escura, impregnada pelo cheiro de suor e desespero. Eu estava ali há tempo suficiente para entender que aquele lugar não era para mim. Eu não era um criminoso qualquer. Era um Hart, e os Harts não apodreciam na prisão. Mas aquela desgraçada da Kátya… Ela destruiu tudo. Meu plano era perfeito. Ela seria leiloada, vendida e enviada para bem longe. Para algum homem que nunca mais a deixaria voltar. Ou para um dos meus contatos, que a colocaria para trabalhar em uma casa de prostituição no leste europeu. Mas os meus homens falharam. E agora eu estava aqui. — Isso não vai ficar assim — murmurei, cerrando os punhos. Eu precisava sair desse lugar. Mas, para isso, precisava de dinheiro. Meu advogado tinha conseguido marcar a audiência de fiança. Aquela

