O retorno às aulas trouxe com ele o caos habitual dos corredores lotados, professores impacientes e trabalhos acumulando. Mas para Elle, o maior peso não vinha das provas. Vinha de dentro. Ela agora sabia o que sentia por Théo. Sabia com a clareza de quem reconhece uma verdade que tentou calar por tempo demais. E quanto mais admitia isso para si mesma, mais medo sentia. Porque amor, para ela, nunca foi sinônimo de segurança. Foi risco. Foi perda. Foi ausência. Théo, por outro lado, estava diferente. Ainda era o garoto de sorriso confiante e tiradas rápidas, mas agora havia algo mais. Um cuidado constante. Uma espera silenciosa. Ele não a cobrava. Não pressionava. Apenas estava lá — perto o suficiente para ela sentir, longe o bastante para não assustar. E isso era o que mais mexia com E

