Cap. 20 O Plano

1000 Words
Noite do assassinato do Principe Thomas Narrado por Estevan Eu saí do palácio o mais rápido que pude, usei todas as minhas habilidades e conhecimentos táticos para fugir dali sem ter que matar nenhum dos homens que haviam servido meu pai por anos, traição dentro da própria família, isso era inadmissível e agora para onde eu iria? Sei que um amigo íntimo de meu pai se meteu em problemas e estava afastado da corte, talvez eu consiga abrigo lá. Roubei um cavalo e disparei para a residência dos Chapman, talvez eu consiga abrigo por essa noite com Ethilio, o chefe da família. Cavalguei por longas horas e a madrugada avançava, no caminho as poucas pessoas que encontrei não sabia que eu estava fugindo e ainda consegui usar minha posição social a meu favor algumas vezes, mas isso até quando? Assim que eles tocarem o sino anunciando a morte do sucessor do Rei a noticia vai se espalhar como chamas, e como não puderam me matar, vão querer me incriminar. Finalmente avistei o início das cercas da residência, mas algo me chamou a atenção, havia um tipo de acampamento na parte fechada do bosque que pertencia aos Chapman, desci do cavalo um pouco longe do local e me esgueirei para verificar e quando percebi que eram elfos, meu sangue ferveu, esses malditos, os odeio profundamente e tenho minhas razões, jamais vou conseguir dividir meu ar com eles, a menos que seja para matar eles. E é o que eu estava prestes a fazer, daria conta do acampamento inteiro sozinho, mas então um deles falou “Ethilio é um homem intrigante, nos permite ficar aqui, debaixo do nariz dos inquisidores e ainda vai me dar a mão de sua única filha em casamento” um outro elfo disse “Mas por que motivo você ficaria com uma humana” o primeiro elfo respondeu “Tu não sabes? Ela não é apenas humana, é uma mestiça, se me casar com ela, logo meus herdeiros purificam o sangue, e as elfas não são tão férteis, mas humanos e mestiços são e temos que assegurar a nossa raça” Aquela pirralha é uma mestiça? Pensei comigo, e essa aberração estava prometida a meu irmão? Perante os deuses as almas dela e de Thomas estão ligadas. Indignado com a conversa deles os matei 10 deles, como se eu fosse uma sombra, rápido ágil e feroz, eu era assim em combate, não perguntava, não persuadia ou negociava, apenas aplicava a pura arte vermelha, me cobrir com o sangue impuro dos inimigos. Após essa limpeza, fui correndo a cavalo para a Toscana, deixei o cavalo perto do muro para não atrapalhar meu trajeto furtivo e me infiltrei no jardim, vi que tinha uma porta nos fundos da residência e fui para lá e para a minha surpresa a porta se abriu como se estivessem me aguardando, a luz da lua iluminou um rosto juvenil, seus olhos verdes brilhando ao me ver, ninguém nunca me olhou no olho com tamanha curiosidade e interesse, a verdade é que todos me evitavam, por fim nosso transe foi cortado pela voz de Ethilio, e ele falou para a menina subir, então essa era a mestiça? Não pude deixar de a seguir com os olhos. Enquanto acompanhava o andar suave e gracioso da menina meu cérebro criou um plano, “eu preciso dela” foi o que minha mente me disse, se perante os deuses ela era ligada ao meu irmão, talvez… bem, eu tenho metade do sangue igual ao dele. A conversa com o pai dela girou em torno dos elfos recém abatidos no quintal deles, isso não deixou Ethilio feliz, eu adentro o local, caminhando suavemente, exibindo minha forma alta para nossa espectadora, vejo decorações típicas de uma mãe, eu as toco, e volto minha atenção ao pai, ele está com medo, posso sentir e o medo me excita e então sem mais negociações exijo a garota, e ele com a adaga em seu pescoço gordo aceita para não morrer, eu encaro ela, a marcando com meu olhar, mas então o pai dela me diz que ela ainda não se tornou uma mulher que possa gerar filhos, isso atrasa meus planos, mas talvez por ser mestiça, ela demore mais que as outras, já que a juventude dela é maior, então exijo parte do dote, e quando ela menos percebe lanço um dardo tranquilizante nela assustando seu pai, que percebe só agora que a menina estava ali, faço ela cair em sono profundo e desapareço noite adentro, apenas para a perturbar novamente anos depois. ***Dias atuais*** ***Narrado por Estevan*** Como pude ser tão i****a a ponte de quase enforcá-la? E meu plano? E tudo que já sacrifiquei até agora? O sangue dela me faz ferver de ódio e desejo, é difícil não tocá-la, mas quando eram impulsos apenas sexuais tudo bem, agora a agredir, e se eu a quebrar e acabar com ela de vez e ela não conseguir servir ao meu real propósito, não posso me dar esse luxo, logo o exército aliado vai atacar o reino e vamos destronar meu primo e eu mesmo o matarei com minhas próprias mãos, não posso perder o controle com tudo tão perto de ocorrer, e em hipótese alguma eu ficarei no trono, esse lugar é de Thomas, por direito legítimo e de um jeito ou de outro ele vai reivindicar o que é seu, mas e Miran? Ela também é dele, droga eu a mato se for necessário para eu e ele não ter problemas com isso. Eu caminho para fora do acampamento, preciso ficar sozinho, me acalmar, talvez… não, eu não vou até a cidade vender minha pouca sobriedade, isso não seria correto, quando foi que meus impulsos masculinos ficaram tão fortes? Droga é a p***a dessa mestiça acabando comigo, como posso não tirar a forma delicada dela da mente, ou o seu olhar amendrontado, ou os soluços e gemidos abafados? p***a, por quero a tocar de novo? Eu preciso me controlar!
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