Cap. 18 O banho

1601 Words
— Se deite primeiro, por causa da perna. – ele apesar de tudo era gentil. — Eu ainda quero ficar um pouco mais no espelho — disse até que bem feliz, ele queria ter uma conversa normal e despreocupada, mas ao ver o reflexo dele no espelho vi que ele me olhou com uma cara pouco feliz. — Eu estou a te dizer para ir para a cama – ele não gritava, mas seu tom era autoritário, eu sabia o que esperar dele, se não fizesse o que ele mandava. Apenas o olhei de forma mais séria, minha recém felicidade se esvaiu totalmente, como ele podia ser gentil as vezes e do nada, voltar a ser o transtornado que era. Eu me deitei e ele se sentou próximo aos meus pés, ficou me encarando, eu arrumava os travesseiros que ele possuía, foi quando notei algo diferente em seu rosto, um olhar diferente e então me veio uma sensação que eu acabara de conhecer. — O senhor... Está a querer novamente me encostar? — Sinto um avanço, tu tendo percebido isso apesar de tua ingenuidade – ele ria da minha pessoa a todo instante, parecia me subestimar. — Mas senhor — Eu baixei a cabeça — ainda estou dolori... — Por isso mesmo, precisas te acostumar com minha presença dentro de ti e se ficar esperando vai ser cada vez mais difícil – como ele podia dizer algo tão embaraçoso, sem ao menos desviar seu olhar? — E minha perna, eu preciso de repouso, o senhor também precisa, m*l dormiu no caminho. - Eu estava fazendo de tudo para persuadir ele e dando todas as desculpas possíveis. — Não queres se deitar comigo? — ele era muito direto, eu estava a ponto de chorar, mas me contive — Você é minha agora, sabes disso? Já que tua perna está machucada, te pouparei por hoje. Agora durma! – ele estava contrariado, isso era certo, mas o que ele esperava de mim? — Sim – falei mais baixo. Eu dormir, talvez esse tenha sido meu erro, não porque Estevan me fez alguma coisa, mas sim porque minha mente começou a me pregar peças, estava a sonhar com coisas indecentes, sonhava com ele me apertando em seus braços e eu cedendo como uma patinha, comecei a gostar de suas carícias e me entregava completamente para ele, mas isso não foi o pior, acordei algumas horas depois com o corpo quente, uma sensação de euforia corria pelo meu corpo como um cão selvagem, estava suada, nunca acordei daquele forma, foi então que me deparei com aqueles olhos escuros como a noite fixos nos meus, me encaravam como que sabendo os meus pensamentos, eu tinha certeza que estava corada, pois sentia a quentura do meu rosto. — Estás bem? Teve um sono agitado — ele colocou sua mão na minha testa — Estás quente, será que está com febre. Sim eu estava com outro tipo de febre, se é que isso não é algo muito vexaminoso de se dizer, me encolhi ao seu toque, senti meu corpo mais agitado por dentro, minha respiração ficou mais pesada, estava ficando cada vez mais difícil de esconder, que estava excitada, isso era muito vergonhoso, e o pior é que ele parecia saber, ele aproximou sua mão novamente para conferir minha “febre" (chamaremos assim), mas com um reflexo de o afastar, dei um tapa na sua mão, seu semblante ficou sério e ele agarrou meu braço, fazendo eu soltar um gemido fraco e virar meu rosto para não encontrar os seus olhos, mas pude ver ele levantar a sua outra mão para me dar um tapa, bom foi o que eu achei de novo, não sabia porque sempre esperava algo assim dele, talvez fosse a primeira impressão rígida que ele havia deixado, quando éramos mais jovens. — Isso não será tolerado! Já é a segunda vez! — eu estremeci, meu corpo se agitou, ele estava coberto com nossos cobertores, mas permanecia sentado na cama virado para mim, então ele se inclinou para deitar mais próximo, eu olhei para o lado, foi quando ele começou a sussurrar no meu ouvido, o que? Eu não sabia, mas era muito bom, eu tentei separar nosso corpos, mas ele me virou de lado e começou a me provocar, eu achei que ele ia acabar comigo. — Poderia me explicar por que estás assim? – ele me disse, de forma irônica. — *** – eu não respondi, estava mais do que claro que ele sabia o motivo. — O que estava fazendo nos teus sonhos? — eu estremeci e soltei um novo gemido fraco, ele teria que parar com aquilo, ou eu não me controlaria. — Eu fiz isso com você no teu sonho?– ele colocou a sua mão na minha i********e e começou a massageá-la. — Paa... a ..ra... — O teu corpo está me pedindo garota, confesso que o meu também está. Foi ele dizer isso que com a mesma mão que me acariciou, abaixou minha calça de repouso, depois tirou suas próprias calças, então eu senti uma estocada comigo deitada de lado, eu dei um grito abafado, ele logo tapou minha boca, começou a ter relações comigo, o que ao mesmo tempo que doía, meu corpo correspondia, minha respiração ficou pesada e a mão que antes tapava minha boca, agora apertava meu pescoço, depois de um tempo ele me virou de bruços e aí sim as estocadas ficaram mais fortes, ele puxou meus braços para trás e os segurou como se estivessem amarrados sobre as minhas costas, não conseguia conter meus gritos. — Podes... morder o travesseiro... não quero que teus gemidos sejam ouvidos pelos homens lá fora… - disse ele com a voz pesada e ofegante. Isso me deixou com imensa vergonha, já estava em uma posição complicada, com meu corpo à mostra e ele não fazia cerimônia alguma em me falar sobre aquilo. Meus braços já estavam doendo, minha barriga doía também, até que senti novamente aquela sensação do meu corpo ser tomado por aquele líquido, então ele caiu sobre as minhas costas e soltou meus braços. Ficamos ali por alguns instantes, após ter sentido uma sensação quase prazerosa e depois dolorida, uma sensação me invadiu de tal forma, que me senti suja e usada por aquele homem, que insistia em ter relações comigo sem se casar, ele provavelmente faria isso comigo até termos um filho e ele poder ir para a guerra, comecei a me sentir tão triste, que não pude conter as minhas lágrimas, após ele sair de cima de mim, peguei os lençois, me cobri e me encolhi no canto, não queria ver seu rosto ou que ele me encostasse, o que não precisaria me preocupar já que ele adormeceu. Ele dormiu profundamente, então me levantei com cuidado e entrei na banheira para tomar outro banho, agora já com a água muito fria, mesmo que assim estivesse, queria estar limpa. — Mirian volta para a cama! — Desculpe te acordar senhor – droga, eu não o conhecia bem, ele tinha o sono muito leve. — Porque estás tomando banho novamente? Não gosta de me ter dentro de si? — ele se sentou na cama, seus olhos pretos e frios me invadiram. — Apenas quis estar limpa para quando o senhor acordasse – menti, como ele podia prever meus movimentos, para mim ele já havia dormido. — Quando vai parar de mentir para si mesma, ou criar fábulas de garotinha? És uma mulher agora, e como tal tem responsabilidades com seu marido, deve satisfazer as minhas vontades mulher, me servir e me dar os meus filhos, mas já que estás dizendo que queria estar limpa para quando eu acordasse, venha até aqui. — O que o senhor irá fazer? - perguntei com receio. — Venha até aqui! - ele disse com a voz baixa e perigosa. — Eu me expressei m*l senhor, queria apenas tirar o cansaço do meu corpo. - disse gaguejando. — O que vai acontecer com você quando eu decidir te levar para a tua casa? – ele não podia estar falando sério, eu entrei em pânico e paralisei por uns momentos, me levar de volta depois de me desonrar, minha família não iria me querer de volta, e se ficasse grávida seria ainda pior, não casaria nunca — Não penses que não te levo como estás para o teu velho pai! - Ele estava sendo c***l, como podia dizer algo assim, abaixei a cabeça por uns instantes com medo, como ele podia me prender a ele mentalmente assim? — Logo ele irá me encontrar e você terá que se entender com ele! - disse chorando e de pé. — Acreditas mesmo que ele está atrás de ti? Estamos juntos a quantos dias? Ninguém apareceu ainda – Isso me deixou paralisada, talvez ele tivesse razão, ninguém apareceu, talvez achassem que eu tivesse morrido, esse pensamento me deixou atordoada e sem armas contra Estevan, só voltei a mim quando ele me chamou — Mirian venha até aqui! Andei até Estevan, que me olhou com os olhos frios, que nessa altura já estava com os pés para fora da cama, sentado do seu lado da cama, quando me aproximei ele disse: — Se tu persistir em mentir para mim, eu não vou fingir acreditar, terás um castigo na medida em que mentires, tolerei por hoje os tapas que deu em minha mão, mas não os esqueci, se eu tiver que tomar uma atitude quanto a isso outra vez, os tapas seram em ti! Agora vem deitar! - ele falava de uma forma ameaçadora, pausada e autoritária.
Free reading for new users
Scan code to download app
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Writer
  • chap_listContents
  • likeADD