Victoria — E você me faz sentir como uma prisioneira. As palavras me escapam antes que eu possa contê-las, e o silêncio se instala à mesa do café da manhã. Nas últimas duas semanas em que moro com Giovanni, as coisas têm sido uma adaptação — para dizer o mínimo. Sinto falta do meu pai, mas ele está sempre ocupado quando ligo. Natasha, por sua vez, está ocupada no trabalho, então não tem conseguido me visitar, e ainda estou me adaptando ao novo lar como uma mulher casada. Não é nada como eu pensava que seria. Aonde quer que eu vá, tem um guarda me seguindo. Ele é como uma sombra que só desaparece quando preciso usar o banheiro — mas não posso ficar lá para sempre. Assim que saio, ele volta a me olhar por cima do ombro. Logicamente, sei que é o trabalho dele e que meu pai tinha guarda

