Estou no porto, verificando os relatórios sobre tudo o que entrou e saiu depois de acabar com a raça de um maldito traidor.
O bom é que tudo terminou exatamente como planejado.
Estou cansado.
Caminho até o carro. Ao meu lado está Zeki Kemal, meu melhor amigo e conselheiro. Ele e meu pai não estão com uma expressão nada boa, e isso não me parece um bom sinal.
Chegamos à sede. Eles entram tensos. Zeki está com o maxilar travado, tremendo de ódio, os músculos rígidos. Meu pai não está muito diferente.
Seguimos para o escritório. Assim que a porta se fecha, Zeki me encara e dispara, falando tudo de uma vez:
— Anya é minha. Não aceito que ela se case com aquele italiano.
Meu pai responde com firmeza:
— Na minha filha mando eu. Se esse acordo for para o bem da família, todos terão que aceitar.
Franzo a testa.
— Do que vocês estão falando?
Os dois param e me olham.
Meu pai vai até o bar, pega uma garrafa de uísque, enche um copo e o vira de uma só vez. Depois nos encara e diz:
— Eu quis selar um acordo de paz com o italiano. Vocês sabem como tudo funciona. Ainda não é nada oficial, mas ele ficou de pensar. Por enquanto estamos em paz. Porém, se ele aceitar, terei que comunicar à sua irmã, Emir, que talvez ela precise se casar com Mariano Rizzo.
— Não! — respondo imediatamente. — Existem outras formas de firmar um acordo.
Olho para meu pai e continuo:
— Não vou permitir que arrisquem a felicidade da minha irmã. E esse aí... — digo, apontando para Zeki — pode até ser maluco, mas é meu melhor amigo, meu conselheiro e meu braço direito. Não existe alguém mais digno para fazer Anya feliz. Ele a ama de verdade.
Meu pai me encara em silêncio, absorvendo minhas palavras.
Depois de alguns segundos, diz:
— Espero que saiba o que está fazendo, Emir.
— O senhor não me preparou para ser seu sucessor e continuar seu legado à toa, pai.
Com isso, dou fim àquela discussão absurda.
O celular do meu pai toca. Assim que ele atende, um sorriso surge em seu rosto. A mudança em seu tom de voz denuncia a única pessoa capaz de deixá-lo assim: minha mãe, Zarya Gunes.
— Sim, meu amor... Sim, meu amor...
Ele desliga e sorri.
— Vamos almoçar. Sua mãe está nos esperando em casa.
Depois olha para Zeki.
— Você também. Seus pais estão lá e preciso conversar com vocês na presença deles. Afinal, acabei de ganhar um genro.
Vejo os olhos de Zeki brilharem de felicidade. Ele abraça meu pai e beija sua mão direita, levando-a à própria testa em sinal de respeito.
Faço o mesmo, seguindo nossa tradição.
Em seguida, partimos para a mansão da família Gunes.
Assim que chegamos, somos recebidos calorosamente pela família Kemal.
Minha tia Monyse, irmã do meu pai, casou-se com meu tio Azac. Eles são os pais de Zeki, meu melhor amigo, conselheiro e, agora, futuro cunhado.
Vejo minha irmã, Anya, conversando com minha mãe enquanto tia Monyse serve mais chá.
Depois de cumprimentarmos todos, minha mãe anuncia:
— O almoço está servido.
Sentamo-nos à mesa. Como sempre, fazemos nossa oração em família antes da refeição.
Durante o almoço, reina o silêncio, quebrado apenas pelo som dos talheres.
Ao terminarmos, meu pai chama o tio Azac para o escritório. Ele olha para mim e para Zeki. Entendemos imediatamente que também fomos convocados.
Lá dentro, meu pai vai direto ao assunto.
— Sei dos sentimentos de Zeki por Anya. Os dois vão se casar.
Em seguida, pergunta ao meu tio se ele concorda.
Meu tio permanece em silêncio por alguns instantes, processando a notícia. Depois sorri e concorda.
Os dois apertam as mãos, comemorando.
— Precisamos contar para Anya.
Eles nos olham, e apenas assentimos.
Voltamos para a sala, onde minha mãe, minha tia e Anya assistem a um filme.
Meu pai pigarreia para chamar a atenção delas.
As três pausam o filme.
— Acabei de firmar o noivado entre Anya e Zeki.
Minha mãe e minha tia trocam olhares de surpresa.
Já Anya encara Zeki com os olhos brilhando.
Ele sorri da mesma forma.
Naquele instante compreendo que os dois sempre foram apaixonados um pelo outro.
Ainda bem que não permiti que meu pai os separasse.
Depois do anúncio, fazemos um brinde.
Meu pai e meu tio Azac conversam sobre a data do casamento e os detalhes do contrato.
Minha mãe e minha tia já começam a planejar a cerimônia.
Anya toma seu chá enquanto troca olhares discretos com Zeki.
Sorrio sozinho.
Pelo menos uma vez, o destino fez a escolha certa.
Subo para o meu quarto.
Preciso ouvir a voz dela., ouvir a risada dela me contando alguma coisa exagerada sobre a sua mãe fazendo compras em excesso com a desculpa de ser para o nosso casamento.
A bela voz da minha linda noiva que tanto me acalma principalmente quando ela diz o meu nome.
Pego o celular e ligo o celular chama, algumas vezes.
Ela não atende , estranho um pouco mais ela é filha de Elif Zarif e Além de mim é o único que confio que pode Manter minha Melissa em segurança.
Talvez ela não me atendeu por estar cansada ou,
Deve estar ocupada eu penso e então vou direto para o banheiro.
Tomo um banho, deito apenas de cueca e, em poucos minutos, o cansaço vence.
Adormeço finalmente levando o peso das últimas 23 Horas Resolvendo problemas da organização , pegando o infeliz traidor que além de nós estava traindo o Don Mariano Rizzo e o Bom é que esse assunto já foi eliminado, E sem saber que seriam uma das minhas últimas noites de paz antes do destino mudar tudo deixo o meu corpo e minha mente Relaxar...
continua...