No decorrer de algumas semanas, fui retomando a minha vida. Voltei a ficar mais tempo na casa do João Thomas do que na minha. Conseguia atender aos telefonemas e minha alimentação voltou ao normal. Meus pais foram relaxando e se acalmando. As coisas foram se colocando nos eixos. Pelo menos aparentemente, porque a minha cabeça fervilhava dia e noite. Precisava tomar algumas decisões: iria ou não continuar com João Thomas? O que iria fazer em relação ao Léo? Contaria ou não para a Laura aquilo que eu vi na minha festa de aniversário? Ir a fundo naquela história da caixa de fotos ou deixaria de lado, fazendo de conta que nada tinha acontecido? Quanto mais eu sabia que tinha que resolver essas questões, menos vontade eu tinha. Aí começou a surgir um sentimento novo até então: frustração. Mas

