Não fazia a menor ideia do que fazer. Dirigi sem rumo, sem saber nem para onde ir por um bom tempo. As coisas que a Natália era capaz de fazer iam muito além da minha imaginação. Claro que todo mundo conhece história de mães que se sentem donas dos filhos, mas a Natália não tinha limites; cometera um crime quando assassinou o próprio neto. Tirando os filmes do Almodóvar e do Quentin Tarantino, nunca tinha visto coisas assim. O caso dela era doença, loucura. A mulher era uma psicopata. Os dias se passavam arrastados. Estava com uma sensação constante de peso no estômago. Cada vez que eu lembrava das declarações que a Débora tinha feito me dava um arrepio na espinha e uma impressão de que estava me enfiando em um ninho de abelhas (elas vivem em ninho?). Não era compreensível como alguém po

