Chegou o grande dia. Quando a manhã nasceu sobre a Vila dos Dragões Brancos, o céu ainda estava coberto por uma névoa azulada que se agarrava às montanhas como um aviso silencioso. Havia um frio seco no ar, daquele tipo que fazia o corpo despertar antes mesmo da mente compreender que o dia havia começado. Missy acordou antes do sol, como se o próprio nervosismo a tivesse arrancado do sono. Ela permaneceu sentada na beira da cama por um tempo olhando para as próprias mãos. Naquela manhã, elas pareciam diferentes. Não porque estivessem mudadas de fato, mas porque Missy as sentia com uma consciência estranha, quase pesada. Eram as mesmas mãos que costuravam, remendavam, restauravam. As mesmas mãos que haviam consertado tecidos antigos, madeira rachada, objetos esquecidos. E, ainda assim,

