A notícia da seleção ainda parecia estar presente pela casa de Kim quando a noite caiu sobre a vila. Do lado de fora, o vento soprava entre as árvores secas, balançando os sinos pendurados nas varandas e levando consigo o cheiro frio da montanha. Dentro da casa, porém, havia um silêncio estranho, quase tenso, como se as paredes também aguardassem a resposta de Missy. Ela estava de pé junto à janela do escritório, com os braços cruzados sobre o peito e o rosto virado para a escuridão. Já fazia algum tempo desde que Kim lhe contou sobre a convocação do palácio, mas a expressão dela deixava claro que a conversa não terminava em sua mente. Kim permanecia sentado à mesa, observando-a em silêncio. Sabia que Missy estava irritada. Sabia também que a irritação dela era mais profunda do que sim

