A batalha interna dela é visível em seu rosto. Seus olhos alternam entre fúria e dor, mas, finalmente, ela assente. Não parece totalmente convencida, mas isso é tudo que eu posso pedir neste momento. Levo-a até uma cadeira de uma lanchonete próxima e peço dois copos d’água. Enquanto esperamos, ela permanece em silêncio, os braços cruzados e o olhar fixo no chão. — Jéssica... — começo, minha voz agora mais suave. — Eu preciso de tempo. Tudo está confuso para mim, mas uma coisa é clara: eu te amo. E farei o que for preciso para que você acredite nisso. Ela levanta os olhos, as lágrimas agora escapando silenciosamente. — Nós nunca fizemos amor... — diz, quase num sussurro. Aquelas palavras reacendem algo em mim. Não é apenas desejo, mas um anseio profundo de nos conectarmos de forma que

