Ele não diz mais nada, apenas faz um gesto com a mão, como se me pedisse para ir. E eu vou tremendo, sem saber ao certo o que ele quer, mas acreditando, mais do que tudo, que ele está começando a lembrar. Saio do chalé e corro para a casa principal. — Jéssica, o que está acontecendo? — Minha mãe vê a urgência e me pergunta com uma expressão de preocupação. Forço um sorriso, mas é uma careta de pura angústia. — Mamãe! Onde está o violão de Jake? — Pergunto, minha voz um fio de desespero. Ela parece confusa. Eu sei que ela não entenderia a urgência naquele momento. — O violão de Jake? — Ela parece estar tentando recordar. — Ah, ele estava com as cordas quebradas. Eu comprei uma capa, mandei consertar e o guardei no meu quarto. Uma onda de alívio me percorre. Ele ainda pode ter o violã

