Capítulo 31

825 Words
Lila Anderson Ele se inclinou e me beijou. Foi diferente do beijo de ontem. Mais profundo, mais demorado, mais... real. Um beijo que dizia tudo o que as palavras não conseguiam. As minhas mãos foram parar no seu pescoço, os dedos se enroscaram no seu cabelo, e eu só conseguia sentir. O gosto do vinho, o calor da pele dele, o coração batendo rápido, igual ao meu. Quando ele me segurou pela cintura e me ergueu, o mundo pareceu se dissolver. Eu me sentei na bancada, ainda sem soltar o beijo, e senti as mãos dele segurando as minhas costas, firme, protetoras. Os seus olhos, estavam em um azul tão intenso, que queimavam com uma intensidade que fez o meu estômago embrulhar de ansiedade e antecipação. - Você está tremendo – ele sussurrou, as suas mãos quentes firmes nos meus quadris. - É que... – engoli seco, mas suas mãos subiram pelas minhas costas, trazendo-me para perto. - Não precisa ter pressa, Lila. Temos toda a noite. Os seus lábios encontraram os meus em um beijo que era ao mesmo tempo, suave e profundamente possessivo. Era como se ele estivesse lendo a minha alma através daquele contato, sabendo exatamente o quanto eu poderia aguentar. Quando suas mãos se moveram para tirar a blusa que eu vestia, o meu coração parecia querer escapar do peito. Quando ele tirou a blusa ele foi a vez da calça, eu fiquei totalmente exposta, apenas de sutiã e calcinha, sentindo o ar frio da cozinha contra a pele nua. Os seus olhos percorreram o meu corpo com uma reverência que me fez sentir linda, poderosa. - Que perfeição – ele respirou, como se estivesse diante de uma obra de arte. Quando os seus lábios desceram pelo meu pescoço, uma onda de calor percorreu o meu corpo. Cada beijo era uma promessa, cada toque uma descoberta. Mas quando os seus dedos começaram a descer em direção ao meu seio, algo dentro de mim travou. - Asher, espera – a voz saiu como um sopro, e eu senti o meu rosto queimar. – Eu... eu nunca... Ele parou imediatamente, as suas mãos se aquietando na minha cintura. - Eu sei – disse suavemente, os seus olhos encontrando os meus sem uma pitada de decepção. – E não vai ser na bancada da minha cozinha que isso vai acontecer. A vergonha que eu sentia começou a se dissipar com a ternura no seu olhar. - Hoje – ele continuou, os seus dedos traçando suaves círculos na minha pele – eu só quero te mostrar como é bom. Deixe-me te mostrar o prazer, Lila. Ele se ajoelhou diante de mim, e o meu instinto foi recuar, mas suas mãos firmes nos meus quadris me acalmaram. - Confia em mim – sussurrou ele, o seu hálito quente contra a minha barriga. Quando os seus lábios encontraram a linha da minha calcinha, uma onda de eletricidade percorreu o meu corpo. Ele abaixou com uma paciência excruciante, e então eu estava completamente exposta diante dele. O ar gelado da cozinha contrastava com o calor que emanava do meu corpo. - Tão linda – ele murmurou, os seus olhos não perdendo um centímetro do meu ser. Os seus dedos começaram um movimento suave, explorando, descobrindo. Cada toque era uma pergunta, e o meu corpo respondia com arrepios e gemidos abafados. Quando a sua boca se juntou aos seus dedos, um choque de prazer tão intenso me atingiu que as minhas pernas quase cederam. - Asher! – o seu nome escapou dos meus lábios como uma prece. Ele não tinha pressa. A sua língua traçava padrões que me levavam à beira do abismo, enquanto os seus dedos continuavam a sua exploração meticulosa. Era como se ele estivesse aprendendo cada centímetro do meu corpo, memorizando cada resposta, cada suspiro. - Sente – ele sussurrou contra a minha pele. – Sente como é bom. E eu senti. Uma tensão começou a se construir dentro de mim, cada vez mais forte, mais urgente. Os meus dedos se enterraram nos seus cabelos, não sabendo se queria puxá-lo para mais perto ou afastá-lo. - Eu... não sei... – gemi, sentindo o meu corpo tremer incontrolavelmente. - Se entrega, Lila – a sua voz era um comando suave. – Só entrega. E então aconteceu. Uma explosão de luzes brancas atrás das minhas pálpebras, um tremor que começou no meu centro e se espalhou por cada fibra do meu ser. Gritei algo que nem reconheci como a minha voz, o meu corpo arqueando contra a sua boca enquanto as ondas de prazer me lavavam. Quando consegui abrir os olhos, ele estava de pé novamente, me segurando contra o seu peito enquanto as minhas pernas ainda tremiam. - Foi… bom, muito bom. – disse com a voz falhando. - Foi só o começo – ele completou, beijando a minha testa suada. – Quando for a hora certa, eu vou te fazer sentir coisas que você nem imagina.
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