Capítulo 38 CECÍLIA NARRANDO 💉 Assim que ouvi os passos mais pesados e lentos se aproximando do quarto, meu coração disparou. Eu já estava sentada na beirada da cama há alguns minutos, tentando manter uma postura tranquila, mas por dentro sentia uma ansiedade difícil de disfarçar. Ajustei o vestido pela terceira vez, mesmo sabendo que ele estava no lugar certo. Era bobeira, eu sabia. Mas ainda assim, não queria parecer despreparada. A maçaneta girou. A porta se abriu devagar.Foi então que eu o vi. Muralha entrou apoiado no meu pai. Estava pálido, magro, os ombros curvados e o olhar carregado de uma dor que eu não sabia nomear. Mas ainda assim, era impossível não reconhecer a presença dele. Mesmo fragilizado, ele carregava algo forte no jeito de existir. Um peso silencioso, mas que pre

