Cap. 06 Jotinha

1017 Words
Jotinha narrando Depois do beck matinal, pra fazer a mente, eu desço pro café da manhã, a mente logo cedo como? Pilhadona! Tava vindo legal durante um tempo aí, disfarçando bem os bagulhos, mas nos últimos dois meses o bagulho começou a apertar a mente legal, e agora que chegou a data dela voltar, a ansiedade bateu firme. Nem nas conversas das meninas eu não consegui pescar uma informação. Elas conversam, parece que em código c a r a l h o, fica f o d a. Eu sei que ela não quer que eu saiba dela, eu também vetei ficarem falando de mim. Iria ser pior para os dois ficar alimentando esse bagulho, cada um num canto do mundo, pra mim não dá. Mas ao mesmo tempo que não quero saber nada dela, eu também quero saber pra c a r a l h o. A guerra interna é f o d a, mas foi assim que eu fui levando todo esse tempo. Ao descer, encontro o meu pai e a minha mãe sentado à mesa da sala de jantar para o café da manhã, a Bruna essa hora já saiu para ir para a faculdade. Jotinha: - A benção. - peço e eles respondem juntos 'Deus te abençoe' - Bom dia! Bianca: - Bom dia filho, logo cedo hoje hein? - fala franzindo os lábios em desgosto Jotinha: - Pois é. - meu pai me olha de lado, ele bem sabe como é bater neurose com mulher Jota: - Tá com a mente a milhão? - n e g o, mas a cara deve estar entregando - Bom dia. - ele me analisa - Tenho uma missão pra tu relaxar as idéias então. - direciono o meu olhar pra ele P o r r a! Justo agora? Mas pode ser bom também. Jotinha: - Manda aí. Jota: - Papo de alguns dias, uma semana no máximo, talvez... Mas a responsa é grande. - arregalo os olhos, tudo isso de tempo - Mesma parada que tu acompanhou os caras daquela vez. - ele fala sobre a missão que eu fui na época do aniversário de um ano dos sobrinhos da Lara Ela veio pro aniversário, mas eu saí em missão e por isso a gente não se encontrou. Eu precisava ir pra aprender, não tinha como ramelar, fazia parte da minha preparação. Minha mãe olha atravessado pro meu pai. Bianca: - Tá querendo se livrar dele por algum motivo? - franzo o cenho Jota: - Só trabalho mesmo. A carga é importante, ele tem que aprender as paradas. Quero ele lá observando todo o desembarque do navio, e depois trazendo a parada em segurança até aqui. Agora o bagulho é com ele, Bianca, eu tenho outras paradas pra resolver. - fala sério e ela bufa - Vai outros com ele. Cacá e Nh ficam de frente no morro enquanto tu tá fora. Atividade, organiza o bagulho direito aqui e organiza agora, tu sai ainda hoje de madrugada. - arregalo os olhos e a minha mãe solta a colher no pires da xícara com força olhando para ele como quem tem vontade de voar em seu pescoço - Antes de tu ir te passo o resumo. Vai dar treta, que eu tô ligado, bagulho de casal, normal, mas prefiro sair fora. Jotinha: - Vou puxar pra boca então, adiantar as paradas. - me levanto, nem tomei café direito, mas deixa quieto, ainda paro no caminho pensando no que a minha mãe falou, 'tá querendo se livrar dele por algum motivo?', mas só balanço a cabeça desanuviando os pensamentos e sigo o meu caminho. Pego a minha moto bmw na garagem, os cria aciona o portão e eu ronco com a nave para fora sentido a boca. O olho do dono que engorda o gado, então eu sou o primeiro a chegar, mas não demora e o Cacá e o Nh chegam também, como sempre passam primeiro na minha sala. Todo dia, início e fim de turno a gente senta pra ver como foi o dia de hoje e como vai ser o dia de amanhã. Cacá: - Fala parceiro. - faço o toque com ele e em seguida com o Nh Nh: - E aee. São meus melhores amigos e os meus braços aqui. Jotinha: - Vou numa missão e vocês vão cuidar de tudo aqui até eu voltar. Cacá: - Missão? Qual foi? - explico o pouco que eu sei até agora - P u t s! E o baile, as coisa todas? Jotinha: - Segue normal, vocês cuidam! Eles concordam e repassamos algumas coisas referente ao estoque da boca, armamento, dívidas, o de sempre. Bruna quer fazer outra ação social e pra isso precisa entrar dinheiro primeiro. Jotinha: - Aí.. - começo sem graça, não gosto de ficar perguntando, enrolo tanto que eles nem precisam perguntar pra entenderem o que eu quero saber Cacá: - Eu sempre pergunto pras meninas, mas elas não soltam anda, só que 'ela tá bem'. - faz aspas com os dedos e dá de ombros Nh: - A Nina e a Eloá também não soltam nada. - passa a mão na cabeça pensativo - Porém eu peguei uma conversa outro dia... - levanto o meu olhar focando nele, coração acelerando, Cacá se inclina prestando atenção, esse é fofoqueiro igual o meu tio - Deu o prazo né, ela já concluiu os estudos lá, ela tem que voltar. Elas querem organizar uma recepção surpresa para assim que ela falar que está vindo. Mas essa data ninguém tem ainda. P o r r a! Cacá: - Pior que tu vai em missão de novo, igual quando tu foi e ela veio, capaz de vocês se desencontrarem de novo. - passo a mão no rosto bolado, é justamente esse o meu pensamento Nh: - Mas ela vai vim e vai ficar dessa vez. - ele olha de mim pro Cacá - Não vai? - pergunta em tom de dúvida Essa é a pergunta de um milhão de reais. Dessa vez essa b a n d i d a volta pra ficar, né? Será?
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