fantasma narrando Eu tava tranquilo, na minha, curtindo o baile como qualquer cria que finalmente pode respirar um pouco depois de uma semana pesada. O DJ estava soltando os funks brabos, as luzes piscando, aquela fumaça subindo, e eu ali no camarote, tomando meu whisky sem pressa nenhuma. Era raro eu me permitir ficar de boa, mas naquela noite parecia que o morro inteiro tava em paz. Pelo menos até a Manu aparecer. A mulher subiu o camarote parecendo que tinha saído direto do inferno pra me atormentar — linda pra caral.ho, toda gostosa, cabelo solto, um vestido que abraçava cada curva dela. Por um segundo, eu travei com o copo na mão. De todas as vezes que vi a Manu, aquela foi a pior — ou a melhor — porque mexeu comigo de um jeito que me irrita. Ela sabia entrar num lugar como se fos

