Dagon Narrando Acendi o beck e dei a primeira tragada, a fumaça me invadindo e aliviando a tensão, mas o ódio dentro de mim não passava, só crescia. — Caralhø, porr@! — gritei, o desespero me consumindo, como se eu estivesse prestes a explodir. K2 já tava de olho, sempre alerta, como se sentisse o peso da situação. Acabei com o beck, larguei ele na mesa e vi que meu celular vibrava. Era mensagem do Cabelinho. Abri a tela e li rápido. — Fiz a parada, coloquei fogo na casa do delegado. Mulher e filhos dele estavam lá. Vou te mandar as imagens. Soltei o celular na mesa e dei uma risada. Agora sim, a brincadeira tava ficando boa. "Vai ser uma guerra", pensei. Mandei ele vir direto pra CDD, sem enrolação. A hora tinha chegado. A gente ficou esperando, e o tempo parecia que não passava.

