Dagon narrando Cara, Cibely me ligou no meio da madrugada, disse que o moleque tava ruïm, comecei, sentindo aquele aperto no peito enquanto me vestia às pressas. Cibely tava desesperada, falou que tinha levado ele no postinho e não tinha médico nenhum, só uma enfermeira. E nem grana pra descer pro asfalto, véi, só deu pra comprar um remédio achando que ia resolver, mas nada. Levantei da cama, puxei a camisa de qualquer jeito. Do outro lado da cama, a Flavinha me olhou torto, já com cara de poucos amigos. — Poxa, Dagon, tu vai sair agora? A gente mäl aproveitou e já tá fugindo? — Fica na tua, Flavinha — respondi, sem paciência pra conversa. — Preciso ajudar o Leozinho, depois a gente se tromba de novo. Ela fez cara de que não gostou, mas eu nem liguei. Já tava na porta quando ouvi mai

