Dagon Narrando Saí de casa, Helena tava dormindo. Nem mexeu quando fechei a porta devagar, Peguei a chave da moto e parti rumo ao barraco da Cibely. Não que eu quisesse mesmo encarar aquela traíra, mas tinha que resolver umas paradas, e ela era peça importante no esquema. Cheguei na frente do barraco dela e buzinei duas vezes. Ela apareceu na porta toda metida, se achando a rainha da quebrada. A vontade que eu tinha era de estourar os cornios daquela püta. Mas respirei fundo, me controlei. Essa mina ainda vai me ajudar a pegar o Tadeu. E não tem nada nessa vida, que eu queira mais do que isso. — Aí, Dagon. Que honra te ver a essa hora — disse ela, com aquele sorrisinho nojento. — Corta esse papinho, Cibely. Vim falar do moleque. Cadê ele? Ela fez um charminho antes de abrir mais a

