Dagon Narrando Levantei bem de mansinho, quase sem respirar, pra não acordar a Helena. Ela tava lá, toda enroscada no edredom, cabelo espalhado pelo travesseiro, parecendo um anjo caído na minha cama. Meu anjo. Dei uma olhada rápida pra ela, só pra garantir que tava tudo certo, e fui direto pro banheiro. Não dava pra enrolar, tenho coisa grande pra resolver hoje. No banheiro, fiz a de sempre: lavei a cara, escovei os dentes e dei aquela olhada no espelho. Minha cara tava um trapo, mas nada que um beck não resolvesse. Me vesti rápido, camiseta preta, jeans surrado e o velho coturno, meu uniforme pra quando o dia promete ser pesado. Saí do quarto pé ante pé, fechando a porta devagar, deixando minha princesa no mundo dos sonhos. No corredor, puxei o beck que já tava no esquema no bolso. A

