O corredor do alojamento estava silencioso, exceto pelo som abafado de passos apressados. Carlos Alexandre Figueiredo caminhava em direção à torre de comando quando viu algo que o fez parar. Melissa saía do banheiro com a mão pressionada contra o rosto. Sangue escorria pelo supercílio, manchando a manga do uniforme. O olho que já estava inchado, agora estava cortado, e o olhar dela mesmo ferido permanecia firme. Carlos se aproximou com rapidez. — Sampaio, o que aconteceu? Melissa hesitou. Queria dizer “nada”, mas o gosto metálico do sangue na boca a impedia de mentir. — Um acidente, senhor. Ele franziu o cenho. — Isso não parece um acidente. Venha comigo. Sem esperar resposta, ele a conduziu até a enfermaria. O enfermeiro fez o curativo com cuidado, limpando o corte e aplicando com

