O Bar do Rio pulsava com vida naquela sexta-feira. Luzes penduradas entre as árvores lançavam reflexos dourados sobre as mesas de madeira, enquanto o som de um violão preenchia o ar com acordes suaves. Era sua noite de folga, e União da Vitória parecia respirar mais leve, como ele se lembrava. O Capitão Carlos Alexandre Figueiredo entrou acompanhado do coronel responsável pela transição de comando no bar. Ambos sem farda, em roupas discretas, mas com a postura que denunciava anos de disciplina. O coronel foi direto ao balcão. Carlos, por outro lado, preferiu observar ficou em um canto. Era sua primeira noite livre desde que voltara da missão no Norte. O 5º Batalhão seria seu novo território. E ele queria entender o clima sentir o pulso dos recrutas, e nada melhor que observa-los a vontad

